sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Nova Paisagem

O mundo lá fora estava andando parado. O compasso com que as folhas estavam sendo sopradas, parou o ponteiro do meu relógio, e eu me perdi na poeira do tempo.
Eu só estava ali, no meio da vida, esperando o dia nascer e acontecer na medida em que os minutos começaram a servir de alimento para as grandes mudanças.
De fato as mudanças começaram a acontecer. Muitos dias serviram de luz à minha janela, mas as nuances de cores continuavam as mesmas há muitos nasceres e pores desse sol.
Enquanto eu estava ali, observando o movimento do redondo das coisas, me questionava cada vez mais se estava caminhando na direção correta, apesar de não acreditar que exista um caminho correto a seguir.
Hoje, depois de alguns dias salpicados por emoções exacerbadas, consigo me encontrar com os olhos saltados e o corpo entregue ao que outrora me assustava.
Os ciclos estão deixando de se repetir, e não consigo mais prever o movimento do dia. Estou voltando meu rosto ao vento e permitindo que rasgue meus traços com sua intensidade absoluta.
Sinto meu peito em erupção e a terra vibra n meu espaço.
Finalmente me percebo em outra paisagem...